Remarketing

Definição

Remarketing é anunciar de novo para quem já visitou o site ou interagiu com a marca, a partir de listas montadas pelo comportamento da pessoa, como ver uma página de serviço ou abandonar um carrinho.

O que é

Remarketing é mostrar anúncios para pessoas que já visitaram o site ou interagiram com a marca. Em vez de falar com um público frio, a empresa monta listas pelo comportamento, como quem viu a página de um serviço, quem começou o formulário e não enviou ou quem abriu o carrinho, e anuncia só para elas.

O ponto que mais confunde é achar que o remarketing conserta um site que não gera contato. Ele só traz de volta quem já mostrou interesse. Se a página não convence, a lista fica pequena e o anúncio repete a mesma mensagem para as mesmas pessoas.

Três coisas precisam estar prontas antes: a tag de anúncio instalada no site, o consentimento de cookies registrado e visita suficiente para formar listas.

Em uma frase, para quem decide

É falar de novo com quem já demonstrou interesse e foi embora. Bem configurado, aproveita um interesse que já existe. Mal configurado, vira perseguição e queima a marca.

Como funciona

No Google, cada visita que cumpre a regra da lista entra nela e recebe um cookie publicitário no navegador. O anúncio pode aparecer depois na busca ou na rede de display. A Meta chama o recurso de públicos personalizados e segue a mesma lógica, com uma regra que define quem entra. Seis decisões separam a lista que funciona da que cansa:

  1. Monte a lista pelo comportamento, não pela visita. Quem viu a página de serviço, quem começou o formulário, quem abriu o carrinho. Leitor do blog é outra lista, com outra mensagem.
  2. Ajuste a duração ao ciclo de venda. Loja virtual trabalha com dias. Venda B2B com proposta pode pedir meses. No Google, a lista para anúncios de pesquisa aceita até 540 dias.
  3. Exclua quem já converteu. Quem comprou ou virou lead sai da lista de captação e, se fizer sentido, entra numa lista com outra conversa.
  4. Controle a frequência e troque a mensagem com o tempo. Quem visitou ontem e quem visitou há dois meses não devem ver o mesmo anúncio.
  5. Confira o consentimento. O banner de cookies precisa registrar a escolha da pessoa, e as tags de anúncio precisam respeitar essa escolha.
  6. Meça a lista, não só o anúncio. No Google, lista de pesquisa com menos de 1.000 pessoas não é usada para personalizar anúncios.

Exemplos

Cliente que continua vendo o anúncio

Um cliente reclama que continua vendo o anúncio do produto que já comprou. A causa provável é uma lista sem exclusão de quem converteu. A correção é criar a exclusão e, se fizer sentido, mover o cliente para uma lista com outra conversa.

Visita sem formulário

O site recebe visita, mas o formulário não chega, e alguém propõe “fazer remarketing”. Ele só traz de volta quem já visitou. Primeiro veja por que a landing page não converte, olhando a taxa de conversão, e só depois monte a lista.

Clínica ou consultório de saúde

A política do Google para publicidade personalizada em saúde restringe públicos montados pelo anunciante em categorias sensíveis. Na Meta, desde 02/09/2025, públicos que sugerem uma condição de saúde são sinalizados, e a campanha precisa ser editada ou pausada. A LGPD trata dado de saúde como sensível. Nesse segmento, lista de pacientes e público semelhante a pacientes ficam de fora.

Escritório de advocacia

O Provimento 205/2021 da OAB admite palavra-chave paga quando ela responde a uma busca iniciada pelo potencial cliente e proíbe anúncio ostensivo em plataformas de vídeo. O texto não cita remarketing pelo nome. Para escritórios, a Fresh Lab deixa de fora o remarketing que segue o visitante pela internet.

Erros comuns

  • Não excluir da lista quem já comprou, e o anúncio de venda continua aparecendo para o cliente. Confira se a lista exclui conversões.
  • Deixar a duração da lista no máximo por padrão, sem relação com o tempo real de decisão do comprador. Confira a duração configurada.
  • Rodar o mesmo criativo há meses para a mesma lista. Confira a data de início dos anúncios de cada lista.
  • Não ver o aviso da Meta sobre um público sinalizado. Confira o status do conjunto de anúncios no gerenciador.
  • Usar lista de pacientes ou público semelhante a pacientes em campanha de saúde. Confira os públicos de cada conjunto de anúncios.
  • Contar com uma lista de pesquisa de menos de 1.000 pessoas, que o Google não usa para personalizar anúncios. Confira o tamanho da lista no Google Analytics.

Perguntas frequentes

Dá para fazer remarketing para quem colocou produto no carrinho e não comprou?

Dá, e é uma das listas mais usadas em loja virtual, porque a pessoa já mostrou intenção. O cuidado é tirar da lista quem concluiu a compra e limitar a frequência, senão o anúncio vira cobrança.

Qual a diferença entre remarketing e retargeting?

Nenhuma de plataforma. É o mesmo recurso com outro nome. O Google usa remarketing, e boa parte do mercado usa os dois.

Qual a diferença entre remarketing e públicos semelhantes?

O remarketing parte de quem visitou ou comprou. Os públicos semelhantes usam essas pessoas para encontrar outras parecidas que ainda não conhecem a marca, o que é prospecção e não remarketing.

Qual a diferença entre remarketing e Customer Match?

O Customer Match usa a lista de clientes cadastrados, com e-mail e telefone, e não o visitante do site. Exige base própria e cuidado redobrado com consentimento.

O que perguntar à agência sobre remarketing?

Quais listas existem, o que cada uma exclui, por quanto tempo as pessoas ficam nelas e com que frequência o mesmo anúncio aparece. Em saúde e advocacia, peça também que mostre como a campanha respeita a norma da profissão.

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Fontes

  1. Remarketing lists for search ads (RLSA). Google Analytics Ajuda, 2026.
  2. Saúde em publicidade personalizada. Google Ads, políticas de anúncios, 2026.
  3. Custom Audiences. Meta for Developers, 2025.
  4. Provimento 205/2021. Conselho Federal da OAB, 2021.
RK

Escrito por Rudi Kiel, Head de Tráfego e sócio. Revisado por Guilherme Boni em . Como fazemos o glossário