Aplicativos Nativos ou Híbridos: como escolher?

Você já parou para pensar quanta coisa já é possível fazer sem sair de casa? Pedir comida, procurar ofertas em supermercados, conseguir caronas e até mesmo arrumar um encontro romântico… O uso de aplicativos em smartphones e tablets é cada vez maior no Brasil – e, claro – no mundo. Isso graças à tecnologia, que evoluiu a ponto de permitir a disponibilização desses recursos. Graças, também, às empresas, que cada vez mais investem na proximidade e interatividade com seus clientes.

Uma pesquisa divulgada em julho do ano passado pelo Serviço de Dirigentes Lojistas (SPC), juntamente com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) demonstra que 59% dos entrevistados nas 27 capitais brasileiras já realizaram pelo menos uma compra usando aplicativos. Ainda maior é o número que prova o uso generalizado de apps, muito acima do consumo: 93,6% da parcela entrevistada usa os aplicativos para outros fins, como serviços bancários, geolocalização (GPS), comparação de preços e organização de finanças.

Existe hoje uma tendência para o efeito manada, no mercado de aplicativos, que é quando uma grande maioria das pessoas valida uma marca, produto ou serviço como bom e nos parece mais cômodo confiar que aquilo tem qualidade, tendo em vista que possui um aval coletivo. Nesse contexto, abandonar os players mais conhecidos e apostar em um aplicativo próprio pode ser um diferencial determinante para o seu negócio. Criar um app exclusivo torna a empresa inovadora e proporciona experiências melhores ao seu target, possibilita uma comunicação direta com o cliente, além de permitir melhorias constantes, de acordo com a necessidade de cada usuário.

Dados de pesquisas indicam que algumas empresas já se apropriaram dessa ideia e estão investindo nisso. Para citar apenas um dos vários exemplos, a franquia Pizzaria Abaré deixou de lado o iFood para divulgar seu próprio aplicativo e assim, fidelizar seus clientes. Outro efeito notável no mercado – segundo pesquisas – é o crescimento de empresas no ramo industrial que está investindo fortemente em tecnologia mobile como ferramenta auxiliar na organização, e consequentemente na redução de custos e processos internos.

Já a 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso da Tecnologia da Informação nas Empresas, feita pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), indica que até o final deste ano, o Brasil terá o equivalente a um smartphone por habitante. As empresas sólidas no mercado observaram essa tendência e desenvolveram seus aplicativos para alcançar seu público no segmento mobile.

Se seu negócio está em fase de organização ou expansão, está na hora de você pensar em investir em tecnologia, concorda? Porém, para que sua empresa tenha um aplicativo que atenda às suas necessidades, é preciso responder a quatro perguntas principais:

De que forma um aplicativo pode ajudar o seu negócio a prosperar? Resumindo, o que ele pode fazer?

Como seus colaboradores ou clientes poderão utilizar o seu aplicativo, e como o seu app poderá ajudá-los no seu dia a dia?

Você realizou os cálculos de ROI (Return on Investiment)?

Qual o tipo de aplicativo é ideal para seu negócio?

Essas perguntas são fundamentais. Isso porque na fase de planejamento e desenvolvimento do app, corresponder às expectativas dos usuários é a principal meta.

Com a resposta dessas perguntas básicas em mãos, está na hora de escolher qual o melhor tipo de aplicativo para o seu negócio. Mas espera! Existem tipos de aplicativos? Sim! Existem diversos tipos de métodos utilizados, pelos programadores de apps, no desenvolvimento de aplicativos. Vamos te contar mais sobre os dois métodos mais utilizados no mercado atualmente. De modo geral, os aplicativos dividem-se em dois grandes grupos: nativos e híbridos.

Nativos:

São desenvolvidos na linguagem original das plataformas e sistemas operacionais correspondentes, como Android (Google) e iOS (Apple). Nesse tipo de desenvolvimento, é possível utilizar todos os recursos disponíveis no smartphone junto com o aplicativo. Um exemplo disso são os sensores e gadgets (dispositivos auxiliares como projetores, bluetooth e fones de ouvido). Isso é possível devido ao fato de que cada plataforma é responsável por disponibilizar em suas versões e atualizações os componentes necessários para a integração de cada novo recurso em aparelhos ou novos dispositivos auxiliares que surgem no mercado ao longo do tempo.

Normalmente, o desenvolvimento de aplicativos nativos exige um investimento financeiro mais alto, já que levam o dobro de horas. Para se ter uma ideia, o cálculo de tempo de desenvolvimento é feito baseado em horas úteis de trabalho. Isso também varia de acordo com cada projeto, conforme sua complexidade. Assim, é possível destinar a equipe ou o profissional, com o nível de expertise necessário para desenvolver o projeto.

Então isso acaba fazendo com que eu tenha que fazer um investimento maior no desenvolvimento desse tipo de aplicativo? Exatamente! No desenvolvimento nativo, é necessário criar uma versão independente do aplicativo em cada plataforma para download. Ou seja, para se ter uma versão disponível na Apple Store (Apple) e na Play Store (Google), é necessário desenvolver o mesmo aplicativo duas vezes, portanto o tempo de desenvolvimento será maior, e consequentemente seu custo também será.

Para estar disponível para download, por exemplo, um aplicativo precisa estar conforme a política interna das lojas de aplicativos, os termos de segurança, privacidade, confiabilidade, entre outros parâmetros. Ou seja, esse processo não é rápido: pode levar até 15 dias em cada plataforma. E por esse motivo muitas empresas chegam a cobrar valores  bastante altos para esse tipo de serviço. A grande vantagem do desenvolvimento desse tipo de aplicativo é o uso ilimitado dos recursos do aparelho para diversos tipos de aplicações e o uso de componentes nativos de cada plataforma que facilitam a usabilidade e navegação. Dentro dessa modalidade estão Skype, Facebook Messenger, WhatsApp, Evernote e Google Maps.

Híbridos:

Basicamente, esse tipo não é desenvolvido dentro da linguagem especificada de cada sistema. Ou seja, utiliza-se somente uma estrutura de programação e visual e depois todo o projeto é exportado para cada plataforma. Isso, claro, utilizando uma metodologia adaptativa. Fundamenta-se nas mesmas linguagens principais encontradas no desenvolvimento de sites voltados para navegação mobile, como Javascript, HTML, CSS, etc. Essa mistura linguagens, o tempo de desenvolvimento de somente um app e sua exportação automática permitem uma das maiores vantagens dos aplicativos híbridos: o custo mais baixo para desenvolvimento. Esse tipo de aplicativo também carrega muito de uma identidade visual consagrada, agilizando o processo de identificação com os usuários. Isso porque estão atrelados à plataforma web. Exemplos disso são o Facebook, Instagram e Twitter.

Como escolher?

Os híbridos são funcionais, além de ser a escolha perfeita para diminuir o custo de investimento e ter algo efetivo. Já para encantar o usuário, os nativos têm melhor desempenho, usabilidade e experiência do usuário. Mas é necessário desenvolver um para cada plataforma, o que na prática significa o dobro de horas e de investimento.

Não resta dúvidas de que um bom aplicativo valoriza a marca, favorece a comunicação com o público e traz  mais visibilidade à empresa. O oposto também vale: ninguém gosta de um app que não roda direito, apresenta muitos erros ou é confuso visualmente. A má impressão afeta diretamente na imagem da empresa. Com tantas ofertas disponíveis nas principais lojas, um app mal desenvolvido ou mal planejado pode não receber uma segunda chance. Portanto, a empresa que quiser apostar no mercado mobile precisa ser muito cuidadosa e saber qual a solução adequada a ser adotada.

Por isso, o ideal é pedir ajuda profissional antes de decidir. Consultar uma agência desenvolvedora de aplicativos ajuda numa melhor compreensão das especificidades de cada tipo de app. Além disso ela ajuda a destacar quais serão os objetivos dele após a criação.

Quer ajuda para decidir o aplicativo que se encaixa melhor na realidade e com os objetivos da sua empresa? Deixe seu comentário abaixo ou visite nosso site e conheça melhor nossas soluções e cases de sucesso.

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Escrito por freshlab em 08 de junho de 2018
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